Agosto de 1995 — Março de 1996'95THE LIVE ARCHIVE · BR
★ AGOSTO DE 1995 ★ SETEMBRO ★ OUTUBRO ★ NOVEMBRO ★ DEZEMBRO ★ JANEIRO DE 1996 ★ FEVEREIRO ★ MARÇO — A ÚLTIMA VIAGEM ★ SHOWS AO VIVO ★ TV & RÁDIO ★ FOTOS & VÍDEOS ★★ AGOSTO DE 1995 ★ SETEMBRO ★ OUTUBRO ★ NOVEMBRO ★ DEZEMBRO ★ JANEIRO DE 1996 ★ FEVEREIRO ★ MARÇO — A ÚLTIMA VIAGEM ★ SHOWS AO VIVO ★ TV & RÁDIO ★ FOTOS & VÍDEOS ★
07/04/1995 - Apresentação na Boate Lua Nua e aproximação com a EMI
No dia 7 de abril de 1995, os Mamonas Assassinas se apresentaram na Boate Lua Nua, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Segundo o relato preservado pelo acervo, o show foi decisivo na aproximação com João Augusto Soares, diretor artístico da EMI Odeon. Foi o dia que mudou completamente a vida dos rapazes de Guarulhos.
INTEGRANTES
NOME: DINHO
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Nome completo: Alecsander Alves Leite Data de nascimento: Local de nascimento: Irecê, Bahia Data de morte: 2 de março de 1996 (24 anos) Local da morte: São Paulo, SP Funcao: Cantor, compositor, músico, humorista Instrumentos: Vocal, violão Observacoes: Nos shows da banda usava um violão em "Uma Arlinda Mulher" - Eagle CH-887 Curiosidades: Dinho namorou Mirella Zacanini. Posteriormente, ele manteve relacionamento com Valéria Zoppello, este que durou até sua morte em 1996.
[ clique para ver Dinho tocando ]
Nos shows, Dinho usava esse violão para tocar “Uma Arlinda Mulher”, faixa do álbum Mamonas Assassinas, com um cabo P10 conectado ao instrumento. Antes de começar a cantar a letra, ele ficava enrolando e brincando com o público — uma provocação que fazia a plateia delirar.
No formato Folk (Dreadnought) tradicional e com encordoamento de aço, o modelo entrega um volume acústico potente e ótima ressonância, graças à clássica combinação de madeiras: Spruce no tampo e Mogno no corpo. O grande diferencial está na sua parte elétrica: o sistema ProMix/TruVibe da Eagle une a precisão do captador piezo à naturalidade de um microfone embutido na caixa, permitindo um controle refinado do timbre ideal para palcos e gravações.
NOME: BENTO HINOTO
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Nome completo: Alberto Hinoto Data de nascimento: 4 de agosto de 1970 Local de nascimento: Itaquaquecetuba, São Paulo Data de morte: 2 de março de 1996 (25 anos) Local da morte: São Paulo, SP Funcao: Guitarrista, arranjador da banda Instrumentos: Guitarra Equipamento: Rickenbacker, Yamaha Session 520, amplificadores Marshall, TAGIMA Custom Observacoes: A TAGIMA Custom era uma guitarra que o Bento pediu que a Tagima fizesse parecida com um baixo que o Samuel tinha
Equipamento do Bento:
Yamaha Session 520
Amplificador Marshall
TAGIMA Custom
NOME: JULIO RASEC
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Data de nascimento: 4 de janeiro de 1968 Local de nascimento: Guarulhos, SP Data de morte: 2 de março de 1996 (28 anos) Local da morte: São Paulo, SP Funcao: Tecladista, backing vocals Instrumentos: Teclado, vocais Equipamento: Roland U-20 Curiosidades: Colava papeis picados na frente do teclado para ficar melhor de visualizar ele atras do teclado nos shows. Fazia a personagem Maria Mono Teta da Vira-Vira. Indicado pelo pai, começou a trabalhar pela primeira vez na Cummins do Brasil, onde surpreendeu a todos com sua genialidade e inteligência, se mostrando muito habilidoso, prestativo e fluente em inglês. A empresa o contratou como técnico em eletrônica e tradutor, onde ganhava 12 salários-mínimos mensais. Também chegou a trabalhar na Philco, desempenhando a mesma função que tinha na Cummins.
Equipamento do Julio Rasec:
Roland U-20
Revista do Roland U-20
NOME: SERGIO REOLI
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Nome completo: Sérgio Reis de Oliveira Data de nascimento: 30 de setembro de 1969 Local de nascimento: São Paulo, SP Data de morte: 2 de março de 1996 (26 anos) Local da morte: São Paulo, SP Pai: Francisco Oliveira (Ito) Mãe: Helena Reis (Nena) Irmãos: Sueli (mais velha), Samuel (mais novo) Funcao: Baterista Curiosidades: Gostava de animais, adotou diversos gatos de rua desde a infância. Era torcedor do São Paulo Futebol Clube. A bateria normalmente era cedida pela casa de shows, pois transportar durante a turnê era muito difícil
NOME: SAMUEL REOLI
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Nome completo: Samuel Reis de Oliveira Data de nascimento: 11 de março de 1973 Local de nascimento: São Paulo, SP Data de morte: 2 de março de 1996 (22 anos) Local da morte: São Paulo, SP Irmãos: Sérgio Reoli (irmão mais velho) Funcao: Baixista Equipamento: Music Man Stingray 3EQ, Contra baixo Cort B-5, Baixo Rickenbacker 4003s Fireglo Curiosidades: Antes da fama, trabalhou como office boy com apenas 14 anos na fábrica de radiadores Colméia. Depois, foi contratado pela empresa alemã Degussa.
Equipamento do Samuel:
Music Man Stingray 3EQ
Contra baixo Cort B-5
Baixo Rickenbacker 4003s Fireglo (hoje ≈ R$ 44.989)
UTOPIA — DO LP DE 1992 AO CD PÓSTUMO DE 1997
Antes dos Mamonas Assassinas, havia o Utopia. Seus discos preservam uma fase de rock com letras e sonoridade diferentes das que tornariam o grupo conhecido em todo o Brasil. O LP independente e o CD lançado depois da morte dos integrantes apresentam recortes diferentes desse repertório.
UTOPIA · LP ORIGINAL · 1992
Ficha técnica da edição
Artista
Utopia
Título
Utopia
Formato
Disco de vinil · LP · álbum
Lançamento
1992 · Brasil
Edição
Independente
Fabricação
Gravações Elétricas S.A. (Continental)
Repertório
6 faixas
Produção do álbum
Rick Bonadio
Tiragem
Aproximadamente 1.000 cópias
O vinil independente teve uma tiragem de aproximadamente 1.000 cópias, das quais cerca de 100 foram vendidas. A memória reunida neste acervo também registra 800 cópias doadas, mostrando como o disco circulou para além das vendas.
Lançado em 1992 sob selo independente, o LP foi fabricado pela Gravações Elétricas S.A., mais conhecida como Continental. Com seis músicas, documenta a fase anterior à mudança de nome e de proposta musical da banda.
Do LP ao CD: cinco das seis músicas voltariam a ser lançadas em A Fórmula do Fenômeno, de 1997. A exceção é Sabedoria, presente no vinil e ausente desse CD.
Lançado postumamente em 1997, o CD A Fórmula do Fenômeno saiu pela Eldorado, sob o número de catálogo 101.046. A edição reúne 13 faixas e amplia o repertório disponível em relação ao LP, incluindo músicas que não estavam no vinil original.
Entre os títulos catalogados estão Funk White, Em Algum Lugar, Vento Frio, Venha Comigo, Loucas Idéias e Mina. O CD permite explorar mais gravações dessa fase da banda.
MINA — A DEMO DE PELADOS EM SANTOS No CD de 1997, a faixa 12 é Mina (3:51), também conhecida como Mina (Minha Pitchulinha): a versão demo que antecedeu Pelados em Santos. Essa gravação da fase Utopia apresenta uma interpretação mais lenta e de inspiração brega, antes do arranjo mais pesado consagrado pelos Mamonas em 1995. Ela não integra o LP original de 1992.
Além das diferenças de repertório, Gorigamia observa diferenças de mixagem e de qualidade sonora entre o LP e o CD de 1997. A mixagem altera o equilíbrio entre voz e instrumentos; já a qualidade percebida também pode variar conforme a edição, a conservação do suporte e a transferência para o digital. A comparação faz parte das notas de escuta do acervo.
UTOPIA NA TV — OFICINA, DO SÁBADO SHOW
O repertório introspectivo já convivia com a atitude bem-humorada que marcaria os futuros Mamonas Assassinas. Na primeira participação da banda em um programa de TV, no quadro Oficina, do Sábado Show, da Record, Dinho tentou vender um exemplar do LP ao apresentador Savério Zacanini.
Em uma leitura da letra, o vento frio representa as lembranças dolorosas de uma perda afetiva que insistem em voltar. A saudade e a dificuldade de expressar o que se sente convivem com o desejo de reencontro: mesmo depois das decepções, permanece a esperança de reconciliação e de superar as mágoas.
O tom melancólico revela a fase mais introspectiva do Utopia, em contraste com o humor que depois marcaria os Mamonas Assassinas. A canção preserva esse lado sensível do repertório anterior à fama.
Áudio do CD ripado por Gorigamia, da sua coleção pessoal. Reprodução pelo Internet Archive; requer conexão à internet.
“QUEM CONHECE A UTOPIA?” — RECORTE DO PARQUE CECAP
Transcrição: “Utopia” é uma nova banda de rock que vem agitando o Cecap e adjacências, com um som novo e de qualidade, bem do agrado de nossos jovens de todas as idades. Quem teve oportunidade de assisti-la no encerramento da Festa de São Roque pode acreditar no sucesso do grupo.
O texto apresenta a formação daquele momento: Sérgio na bateria, Dinho e Júlio nos vocais, Samuel no baixo, Alberto na guitarra e Márcio nos teclados. O endereço residencial usado na antiga chamada para contratação foi omitido nesta transcrição.
Veículo e data de publicação ainda não identificados.
CD ripado por Gorigamia — áudio extraído de uma cópia física do CD de 1997 pertencente à coleção pessoal de Gorigamia.
Ouça a publicação no YouTube ou acesse o item no Internet Archive pelos links abaixo.
Capa original do álbum homônimo de 1995 (EMI-Odeon)
MAMONAS ASSASSINAS (1995)
Lançamento oficial: 23 de junho de 1995
Gravadora: EMI-Odeon Brasil
Gravação: Estúdio Bonadio (São Paulo / SP)
Mixagem: The Enterprise Studios (Burbank / Los Angeles, Califórnia)
Vendas estimadas: Mais de 3 milhões de cópias (Disco de Diamante / Disco de Platina Triplo)
Gêneros e estilos: Pop Rock, Hard Rock, Punk Rock, Brega, Vira Português, Pagode e Heavy Metal
Total de faixas: 14 faixas autorais (39 minutos)
Considerado o maior fenômeno de estreia da música brasileira em todos os tempos, o álbum quebrou todos os recordes de vendas rápidas no país, atingindo o pico de mais de 100 mil cópias vendidas por dia no segundo semestre de 1995.
★ Formatos Lançados na Época & Números de Catálogo
O álbum foi lançado comercialmente em 1995 nos três formatos físicos vigentes na época (CD, Fita Cassete e Vinil LP), com prensagens nacionais pela EMI-Odeon Brasil e versões internacionais lançadas pelo sucesso estrondoso em Portugal e na América Latina:
Formato
País / Região
Selo / Gravadora
Nº de Catálogo
Código de Barras
Particularidades da Prensagem
CD Álbum
Brasil (1995)
EMI-Odeon
835082 2 364 835082 2
7 24383 50822 8
1ª prensagem original brasileira por Sonopress e Microservice. Sem código de lote. Encarte tipo livreto com tirinhas e ficha técnica.
VINIL (LP 12")
Brasil (1995)
EMI-Odeon
064 835082 1 835082 1
7 24383 50821 1
Prensagem estéreo original em vinil preto, fabricado pela BMG/Sonopress. Lançado no final do ciclo comercial do vinil no Brasil, tornando-se raridade histórica para colecionadores. Matriz: BMG 835082-1-A . 1STA2 / 1STB3.
CASSETE (K7)
Brasil (1995)
EMI-Odeon
835082 4 264 835082 4
7 24383 50824
Fita cassete oficial com encarte dobrável sanfonado contendo letras completas e créditos.
CD Álbum
Portugal (1995)
EMI-Odeon / Valentim de Carvalho
7 243 8 35082 2 8
7 24383 50822 8
Lançamento oficial português impulsionado pelas transmissões de TV e pelo estouro da turnê da banda em Portugal em 1995/1996.
CASSETE (K7)
Portugal (1995)
EMI / Globo Records / Megadiscos
7 243 8 35082 4 2
7 24383 50824 2
Editado em Portugal pela Megadiscos sob licença da EMI-Odeon Brasil e distribuído pela EMI-Valentim de Carvalho.
CD Álbum
Argentina (1995)
EMI
8 52121 2
7 2438 52121 2 3
Edição argentina oficial fabricada nos Estados Unidos pela Americ Disc (matriz: AMERIC DISC ADFL 05664 8521212).
CD Álbum
Colômbia (1996)
EMI
835082 2
7 24383 50822 8
Edição prensada e distribuída na Colômbia no início de 1996.
CD Reedição
Europa (1998)
EMI Music Holland
7 243 8 35082 2 8 8 35082 2
7 24383 50822 8
Fabricado e impresso na Holanda ("Printed in Holland / Made in Holland") para distribuição pan-europeia.
VINIL (Reedição)
Brasil (2020/2021)
Universal Music / EMI
060243505343
602435053431
Reedição especial comemorativa em vinil vermelho translúcido. Masterizado por Ricardo Garcia (Magic Master) e arte restaurada por Lêka Coutinho.
★ Diferenças de Versões & Particularidades de Prensagem (Discogs Master 183583)
1. Erro de minutagem da faixa 6 ("Sabão Crá-Crá")
Na primeiríssima tiragem original de 1995 (tanto no CD quanto no Vinil e K7), a duração da faixa 6, "Sabão Crá-Crá", foi impressa na contracapa com o erro crasso de 4:10 (quatro minutos e dez segundos), quando na verdade a música tem apenas 0:41 (quarenta e um segundos). Esse é o principal detalhe procurado por colecionadores no Discogs para distinguir a primeira tiragem de fábrica.
2. Presença e posterior retirada dos contatos de shows
As cópias da primeiríssima prensagem de 1995 traziam estampados no encarte e na contracapa os telefones de contato comercial para contratação de shows da banda. Após o acidente aéreo em 2 de março de 1996 e nas tiragens que se seguiram, esses contatos telefônicos foram suprimidos do projeto gráfico.
3. Tiragens originais sem Código de Lote (Batch ID)
No Brasil, a obrigatoriedade da identificação de lotes de CDs por duas letras (AA, AB, AC...) só começou em 2003 por determinação legal federal. Por essa razão, as prensagens originais de época (1995 e 1996) não possuem código de lote na lombada ou próximo ao código de barras. As matrizes estampam diretamente a fabricante: 8350822 ... SONOPRESS • BRASIL • ou MICROSERVICE TECNOLOGIA DIGITAL DA AMAZONIA.
4. Reedições dos anos 2000 e transição EMI → Universal
A partir de 2003/2004, o álbum ganhou novas tiragens identificadas por lotes: em 2004 saiu na série especial "Retratos" pela fábrica Videolar (lote AJ) com luva slipcase; em 2010 saiu pela Microservice (lote AA) em embalagem slim case; e em 2014 pela Sonopress Rimo (lote CH). Com a incorporação mundial da EMI pela Universal Music, as prensagens mais recentes trazem os selos e créditos atualizados da Universal Music.
★ Ficha Técnica Oficial (Encarte do Disco)
Abaixo, a transcrição fiel dos créditos e a fotografia original da ficha técnica presente no encarte do álbum de 1995:
FICHA TÉCNICA:
Produzido por: Rick Bonadio (Creuzebek)
Direção Artística: João Augusto (Uncle John)
Gravado no: Estúdio Bonadio/São Paulo, no Século XX, por: Rick Bonadio (Moe), Rodrigo Castanho (Larry), Junior Lanne (Curly)
Mixado no: Estúdio The Enterprise/Los Angeles, lá nos USA, Data Estelar 49872.6 por: Jerry Napier (aquele do Ozzy, manja?)
Assistente: Roger Sommers (...e de repente "apareccers" do nada)
Fotos: André Paoliello
Ilustrações: Carlos Sá
Concepção de Capa: Mamonas Assassinas
Projeto Gráfico: Mário Busch e Patricia Delgado
Fotolito: Intek
MÚSICOS CONVIDADOS:
PAQUITO – Trompete
CÉSAR DO ACORDEOM – Acordeom
FABINHO (Negritude Jr.) – Percussão
LEANDRO LEHART (Art Popular) – Cavaquinho
RICK BONADIO – Teclados adicionais, Triângulo, Scratch, Wah Wah
Todos os arranjos de MAMONAS ASSASSINAS, exceto "Bois don't cry" e "Lá vem o alemão", por MAMONAS e RICK BONADIO.
Foto da página de Ficha Técnica e Músicos Convidados do encarte oficial de 1995. Clique para ampliar.
★ Galeria dos Formatos Físicos de 1995
Capa do Álbum (1995)Compact Disc (CD 1995)Disco de Vinil (LP 1995)Fita Cassete (K7 1995)Ficha Técnica Encarte
ONON ONON — A MÚSICA INÉDITA QUE ESTARIA NO SEGUNDO CD
“Onon Onon”, também conhecida como “Onon Onon Onon”, foi composta por Dinho e produzida por Rick Bonadio. A faixa não entrou no álbum de estreia de 1995 e é apontada como parte do repertório preparado para um possível segundo disco dos Mamonas Assassinas.
Ficha da canção
Composição
Dinho
Produção
Rick Bonadio
Gêneros
Reggae e rock
Duração
3:05
Gravação
Data exata não documentada; possivelmente em 1995
Lançamento
1998, pela EMI, na coletânea Atenção, Creuzebek: a Baixaria Continua!
A canção acompanha Onon, um homem de origem humilde que procura reconhecimento e sonha em participar do Domingão do Faustão. Ele entra para a política com facilidade, mesmo sem preparo ou um talento evidente para a função. A história transforma essa ascensão improvável em uma sátira sobre pessoas sem qualificação que alcançam cargos públicos.
O refrão apresenta a cobrança tradicional da avó para que Onon cresça, se case e crie juízo. Mais adiante, ele chega à Presidência da República por meio da Porta da Esperança, exagero usado para reforçar a crítica à facilidade e ao acaso que marcam sua carreira política. No desfecho, já presidente, Onon é retratado como incapaz e indecente, enquanto a música repete o apelo de campanha “Onon para presidente”.
Arranjo, gravação e lançamento
Musicalmente, a faixa parte de uma base de reggae e mantém esse ritmo durante quase toda a gravação. Nos versos finais, a guitarra ganha peso enquanto Dinho faz a última descrição do personagem. O encerramento ainda inclui uma referência musical ao tema do Jornal Nacional.
A data da gravação não é conhecida com precisão. Como a produção é de Rick Bonadio, existe a hipótese de que tenha sido registrada em 1995, no período das sessões do primeiro álbum. A faixa permaneceu arquivada por cerca de dois anos e foi lançada pela EMI em 1998, na coletânea Atenção, Creuzebek: a Baixaria Continua!.
Twist and ShoutReferência: Red Hot Chili Peppers. Usada na passagem de som de alguns shows.
Cabeça de Bagre II
Chopis Centis
Jumento Celestino
1406
Mundo Animal
Vira-Vira
Sabão Crá CráJúlio no vocal.
Robocop GayDinho entrava com um vestido leve feminino e peruca; às vezes, também usava óculos em formato de coração.
Tema de A Pantera Cor-de-RosaDinho colocava um paletó e ficava só de sunga ou cueca por baixo, no palco.
Bois Don't Cry
Débil Metal
Uma Arlinda Mulher
Lá Vem o Alemão
Sábado de SolJúlio no vocal.
Apresentação da MacacadaSolos dos integrantes.
Pelados em Santos
Não Peide Aqui, BabyMúsica não lançada no álbum e que não era tocada em todos os shows.
Vira-Vira — Bis
Execução em Passo Fundo: a banda também tocou Será, da Legião Urbana, nesse show. Choveu no dia e o público foi menor que o esperado. Ao sentir falta de fãs na área próxima ao palco, Dinho chamou quem estava nas arquibancadas para descer ao campo e se aproximar, sem saber que os ingressos dos dois setores tinham preços diferentes. A música foi executada depois desse convite. O show também teve uma queda de luz durante a apresentação.
Mamonas Assassinas: o genuíno cuidado e preocupação com o público
O fenômeno Mamonas Assassinas não era marcado apenas pela irreverência, mas também por uma preocupação constante com o bem-estar e a segurança dos fãs durante os shows. Esse cuidado se refletia tanto no planejamento técnico das apresentações quanto nas atitudes espontâneas dos integrantes no palco.
Atenção redobrada com a pirotecnia
A banda adaptava o uso de efeitos especiais à estrutura de cada local. Em ambientes internos, como no show do Metropolitan (RJ), utilizava fogos que geravam mais fumaça e os direcionava para o próprio palco, com o cuidado de não atingir a plateia. Já em apresentações ao ar livre ou em casas de espetáculo abertas, como em Niterói (RJ), optava pelos tradicionais fogos com faíscas.
A precaução chegava aos mínimos detalhes: em locais menores, com palco reduzido e teto baixo — a exemplo do show em Osasco (SP) —, a pirotecnia era descartada, dando lugar apenas à fumaça tradicional de gelo seco. Até o figurino era pensado com esse cuidado. Em apresentações externas, durante Pelados em Santos, Dinho costumava usar um colete que soltava faíscas nas costas. Esse efeito era restrito a ambientes abertos e exigia que os outros integrantes mantivessem distância no palco.
O efeito exclusivo da bateria
A bateria de Sérgio também tinha um efeito pirotécnico próprio, usado apenas nos shows de Valinhos (SP) e do Metropolitan (RJ). As faíscas se espalhavam ao redor do conjunto, destacando visualmente o baterista e os instrumentos.
A disposição das luzes e dos efeitos pirotécnicos
Na imagem do G1 abaixo, é possível observar refletores na estrutura superior, feixes de luz cruzando o palco e dois pontos de faíscas na parte da frente. Essa vista geral ajuda a perceber a disposição das luzes, dos efeitos pirotécnicos, dos instrumentos e dos integrantes no espaço da apresentação.
Como as luzes funcionam: os refletores iluminam diferentes áreas e destacam os músicos. A equipe de iluminação controla a intensidade e as entradas de luz por uma mesa, criando mudanças de clima ao longo do show. A fumaça ou névoa cênica espalha a luz e torna os feixes mais visíveis no ar, reforçando o desenho da iluminação.
Como os efeitos pirotécnicos funcionam: efeitos profissionais de palco podem produzir jatos ou fontes de faíscas por uma breve duração, criando acentos visuais na apresentação. São efeitos distintos dos refletores e da fumaça cênica. A imagem mostra o resultado visual, mas não permite identificar o modelo dos dispositivos nem o sistema de acionamento usado naquele show.
Efeito pirotécnico exclusivo da bateria, usado nos shows de Valinhos e do Metropolitan. As faíscas destacavam o conjunto de Sérgio.Disposição das luzes e dos efeitos pirotécnicos: refletores na estrutura superior, feixes de luz sobre o palco e dois pontos de faíscas na parte da frente. Fonte: G1.A vista lateral mostra o espaço do palco e a posição dos instrumentos e do efeito de faíscas.Outro momento da apresentação, mostrando a distribuição dos integrantes e dos efeitos pelo palco.Efeitos de palco — imagem enviada ao acervo.Pirotecnia durante a apresentação.Fumaça compondo os efeitos do show.O efeito de faíscas nas costas do figurino.Dinho ao microfone durante a apresentação.
Diálogo e zelo pela multidão
A preocupação ia além da estrutura e chegava ao comportamento do público. No show de Osasco, ao perceber o empurra-empurra e o risco de esmagamento durante Cabeça de Bagre II, Dinho interrompeu a agitação para alertar:
“Cuidado para não se machucarem, galera! Tá muito cheio. Se vocês se balançam assim, alguém cai e se machuca, por favor. Na boa! Cuidado pra não se machucar, por favor!”
Em Valinhos (SP), alguém da plateia atirou uma pedra que atingiu o guitarrista Bento Hinoto. Antes de iniciar Mundo Animal, Dinho deu um recado firme, mas sem perder o carisma:
“A gente veio aqui fazer uma festa bonita pra vocês, e pode ter certeza que a gente quer tocar pra vocês o tanto que vocês querem a gente! Eu só vou pedir um favor: não joguem nada pra cima que pode pegar e machucar alguém. Alguém aí jogou uma pedra e pegou no japonês, um japonês tão simpático. Então veja bem, a gente quer sair daqui sabendo que Valinhos tem gente boa e feliz, que tá festejando numa boa. Não vamos deixar que um ou dois animais estraguem a festa de tanta gente bonita, falô?”
Posição firme contra a violência
Um episódio que exemplifica essa postura protetora aconteceu em São Gonçalo (RJ). Dinho cantava Vira-Vira quando viu um segurança agredindo um fã. Imediatamente, parou o show, foi até o segurança e exigiu que ele parasse:
“A FESTA É DO POVO, CARA! Você não pode bater no cara, meu. Tira ele daqui, mas não bate nele!”
Apoiando o vocalista, o baixista Samuel Reoli pontuou no microfone:
“Violência não se resolve com violência.”
Indignado, Dinho completou seu sermão, lembrando da responsabilidade de dar um bom exemplo, especialmente pela grande quantidade de crianças que frequentavam os shows da banda:
“Vocês vivem falando que tem que combater a violência, mas não é batendo em um cara que vai combater. É pior, cara! Você tá incentivando a violência fazendo isso. Tem um monte de criança vendo você bater no cara aqui!”
RIDER DE EQUIPAMENTOS
Equipamentos que a banda requeria das casas de show:
Fotos de modelos reais de referência para a sonorização de 1995–1996. Não confirmam a marca ou o modelo de cada aparelho usado pela banda; configurações e acabamentos podem variar. Clique na foto para ampliar. Cabos aparecem apenas como exemplo de conexão. Todas as fotos desta seção estão incluídas no acervo e podem ser vistas sem internet.
MONITORES
1
Console 32/08Mesa de som: reúne e ajusta os sinais dos instrumentos e das vozes. Na foto: Yamaha PM4000-48 — 1996. Foto e identificação fornecidas pelo usuário; versão de 48 canais usada como referência visual.
8
Vias de Equalizadores gráficos de 31 BandasEqualizador gráfico: ajusta faixas de frequência dos retornos. Na foto: Yamaha Q2031A. Fonte da foto ↗
3
Equalizadores Gráficos de 31 Bandas para os P.A.Equalizador gráfico: ajusta faixas de frequência do som para o público. Na foto: Yamaha Q2031A. Fonte da foto ↗
1
Reverber DigitalReverb: acrescenta a sensação de reverberação de um ambiente. Na foto: Yamaha SPX90. Fonte da foto ↗
6
Direct BoxD.I.: adapta o sinal do instrumento à entrada da mesa. Na foto: Countryman Type 85. Fonte da foto ↗
3
Sistemas de Sem Fio de lapela com microfoneLapela sem fio: pequeno microfone, transmissor e receptor. Sistema Shure série L, com receptor L4 como referência. Na foto: transmissor de cintura L11-CE com microfone de lapela, identificado pela etiqueta; o receptor L4 não aparece nesta imagem. Foto fornecida pelo usuário.
5
Spkrs Sopro/Bateria para MonitorRetornos de palco: permitem que os músicos ouçam a mixagem durante a apresentação. Registro do Facebook — Mamonas Assassinas Fãs. O logotipo parece ser EV, da Electro-Voice; o modelo não pode ser identificado nesta imagem. Como visto em imagens dos shows, havia caixas com logotipo aparentemente EV e também caixas JBL. A segunda foto mostra uma caixa com logotipo JBL legível, posicionada à frente dos músicos como retorno de palco. O modelo exato não foi identificado. As marcas e configurações variavam conforme o local. Fonte das duas fotos: Facebook — Mamonas Assassinas Fãs.
1
Spkrs Sopro/Bateria para bateria (estilo fone de ouvido)Exemplo de fone de retorno; descrição original pouco clara. Na foto: Sony MDR-7506. Fonte da foto ↗
1
Sistema Fone/Bateria para bateria (estilo fone de ouvido)Fone de retorno para o baterista acompanhar a mixagem. Na foto: Sony MDR-7506. Fonte da foto ↗
-
Microfones e D.I. vide em insert list
Exemplo de microfone; as D.I. estão ilustradas acima. Na foto: Shure SM58. Fonte da foto ↗ Foto: Nicolas Esposito, CC BY 2.0.
-
Cabos e conexões necessárias (inclusive extensões de AC)Exemplos de cabos de áudio e conectores. Na foto: Cabo de áudio XLR — foto de referência do conector. Fonte da foto ↗
1
Amplificador para contra baixo Gallien-Krueger ou HartkeExemplo de amplificador e caixa para contrabaixo. Na foto: Gallien-Krueger 800RB. Fonte da foto ↗
-
Boogies ou similarExemplo de amplificador de guitarra; modelo não especificado. Na foto: Mesa/Boogie Mark IV — exemplar de 1991. Fonte da foto ↗
1
Bateria P.A. / Bateria Marshall / JCB03010/01Descrição ambígua no original; equipamento a identificar.
1
Bateria Pearl/Tama/Yamaha ou SJC / 20″, 10″, 12″, 14″, pratos 4 pratos novosA bateria que Sérgio costumava usar nos shows tinha bumbo, caixa, três tons, dois crashes, um prato e um china na parte da frente, além de um ride. A montagem da bateria variava entre as apresentações. Na primeira foto, a marca Yamaha aparece no bumbo; as outras duas mostram diferentes vistas e montagens do instrumento nos shows.
1
Prato/Acess. p/ Bateria 2.082.500,00 mDescrição e medidas pouco claras no original; item a identificar.
1
Prato/Acess. p/ Teclado 3.081.333,30 mDescrição e medidas pouco claras no original; item a identificar.
-
Pedestal vide mapa anexoExemplo de pedestal para microfone. Na foto: König & Meyer 210/2. Fonte da foto ↗
P.A.
1
Console 32/08/2Mesa de som para a mixagem destinada ao público. Na foto: Yamaha PM4000-48 — 1996. Foto e identificação fornecidas pelo usuário; versão de 48 canais usada como referência visual.
1
Equalizador estéreo para alinhamento de P.A.Equalizador estéreo: ajuste de frequência do P.A. Na foto: Yamaha Q2031A. Fonte da foto ↗
1
Equalizador estéreo para inser-insert “in” IluminaçãoExemplo de equalizador; aplicação descrita no original pouco clara. Na foto: Yamaha Q2031A. Fonte da foto ↗
6
Vias de gate para bateriaGate: atenua o sinal abaixo de um nível definido. Na foto: Drawmer DS201. Fonte da foto ↗
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Vias de compressorCompressor: reduz a diferença entre níveis fortes e fracos. Na foto: dbx 160X. Fonte da foto ↗
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Delay DigitalDelay: produz repetições do som, como um eco. Na foto: Yamaha SPX90. Fonte da foto ↗
2
Reverber DigitalReverb: acrescenta reverberação às vozes e aos instrumentos. Na foto: Yamaha SPX90. Fonte da foto ↗
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Via de Talk Back para comunicação de palcoTalkback: microfone para comunicação da equipe com o palco. Na foto: Shure SM58. Fonte da foto ↗ Foto: Nicolas Esposito, CC BY 2.0.
-
Amplificação + caixas necessárias ao localAmplificação e caixas: levam o som ao público. Na foto: Caixas JBL 4560 com cornetas. Fonte da foto ↗
MAPA DE PALCO
DIMENSOES E DISPOSICAO DO PALCO
Largura Total:
10 m
Estrutura Bateria (DRUM):
2,8 m x 2,8 m (altura 0,60 m)
Guitarra (GUITAR):
Posicionada a esquerda da bateria
Teclado (KEYBOARD), Baixo (BASS) e Voz/Apoio:
Posicionados no centro e a direita (com praticavel/altura 0,60 m proximo ao teclado)
LEGENDA
1
Side Field “L”
2
Side Field “R”
3
Spot Vox 1
4
Spot Vox Guitar
5
Spot Vox “R”
6
Side Field (Drum)
7
Spot Keyboard
8
Spot Keyboard
Memória pessoal e documentação de época
VALÉRIA ZOPPELLO E DINHO
Foto 1 de 5 · Clique para avançar ↻
Valéria Zoppello em retrato com flores preservado pelo acervo.
Valéria Zoppello conheceu Dinho em agosto de 1995, em uma danceteria. No primeiro encontro ela não conhecia a banda e chegou a ignorá-lo, mas a aproximação evoluiu para um romance marcante. Diante do ciúme e da cumplicidade mútua, Dinho quebrou a própria regra dos Mamonas — que proibia namoradas nas viagens de turnê — e Valéria passou a acompanhar o grupo nas viagens e apresentações por todo o país.
Modelo profissional da agência Ford desde os 15 anos e estudante de Veterinária (faculdade que trancou durante o namoro), Valéria sempre manteve sua independência financeira, dividindo despesas e trabalhando intensamente em campanhas publicitárias e comerciais na televisão.
O casal já tinha casamento marcado, planejava morar em Alphaville e viajar para Aspen logo após a turnê dos Mamonas em Portugal. Em entrevista de época, Valéria relembrou noites especiais na rede contando estrelas e o lado íntimo e reflexivo do vocalista: “O Dinho falava que todo palhaço tem o seu lado triste. Então tinha muitos momentos em que ele ficava superquieto”, ocasiões em que sonhavam juntos ao som da canção do casal (“Sonho não é ilusão, quero ser feliz, você também...”).
Após a tragédia, acolhida por comunicadores como Serginho Groisman (que a convidou para participar do Programa Livre no SBT) e Astrid Fontenelle (MTV), Valéria buscou novos caminhos profissionais na TV e na fotografia, preservando a memória com respeito e dignidade.
Reportagens preservadas
Recorte de revista sobre a trajetória profissional de Valéria. Veículo e data ainda não identificados.
Recorte de revista sobre Valéria, sua carreira e sua relação com Dinho. Veículo e data ainda não identificados.
Dinho e Valéria Zoppello em registro pessoal preservado pelo acervo.
Acervo de imagens
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