Valéria Zoppello conheceu Dinho em agosto de 1995, em uma danceteria. No primeiro encontro ela não conhecia a banda e chegou a ignorá-lo, mas a aproximação evoluiu para um romance marcante. Diante do ciúme e da cumplicidade mútua, Dinho quebrou a própria regra dos Mamonas - que proibia namoradas nas viagens de turnê - e Valéria passou a acompanhar o grupo por todo o país.
Modelo profissional da agência Ford desde os 15 anos e estudante de Veterinária (faculdade que trancou durante o namoro), Valéria sempre manteve sua independência financeira, dividindo despesas e trabalhando intensamente em campanhas publicitárias e comerciais na televisão.
O casal já tinha casamento marcado, planejava morar em Alphaville e viajar para Aspen logo após a turnê dos Mamonas em Portugal. Em entrevista de época, Valéria relembrou noites especiais na rede contando estrelas e o lado íntimo e reflexivo do vocalista: "O Dinho falava que todo palhaço tem o seu lado triste. Então tinha muitos momentos em que ele ficava superquieto", ocasiões em que sonhavam juntos ao som da canção do casal ("Sonho não é ilusão, quero ser feliz, você também...").
Após a tragédia, acolhida por comunicadores como Serginho Groisman (que a convidou para participar do Programa Livre no SBT) e Astrid Fontenelle (MTV), Valéria buscou novos caminhos profissionais na TV e na fotografia, preservando a memória com respeito e dignidade.
Transcrição do recorte: "Utopia" é uma nova banda de rock que vem agitando o Cecap e adjacências, com um som novo e de qualidade, bem do agrado de nossos jovens de todas as idades. Quem teve oportunidade de assisti-la no encerramento da Festa de São Roque pode acreditar no sucesso do grupo.
O texto apresenta Sérgio na bateria, Dinho e Júlio nos vocais, Samuel no baixo, Alberto na guitarra e Márcio nos teclados. O endereço residencial da antiga chamada para contratação foi omitido. Veículo e data ainda não foram identificados.
Onon Onon, também conhecida como Onon Onon Onon, conta a história de um homem humilde que procura reconhecimento, entra para a política sem preparo e termina como presidente. A narrativa satiriza a facilidade com que pessoas sem qualificação podem alcançar cargos públicos. A cobrança da avó para que Onon cresça, se case e crie juízo aparece como refrão recorrente.
A base da canção é reggae. Nos versos finais, a guitarra fica mais pesada e o encerramento faz referência ao tema do Jornal Nacional.
A data exata da gravação não está documentada. Por ter sido produzida por Rick Bonadio, pode ter sido registrada em 1995, durante o período do primeiro álbum. A faixa era destinada a um possível segundo disco e foi lançada pela EMI em 1998 na coletânea Atenção, Creuzebek: a Baixaria Continua!.
Ouvir Onon Onon no YouTube | Consultar as fontes reunidas sobre a canção
Em 7 de abril de 1995, os Mamonas Assassinas se apresentaram na Boate Lua Nua, em São Paulo / SP. Segundo o relato preservado pelo acervo, João Augusto Soares, diretor artístico da EMI, acompanhou a apresentação para avaliar a banda ao vivo. Depois do show, em um estabelecimento ao lado da casa, teria confirmado que o grupo seria contratado pela gravadora.
Valdir, responsável pela casa, recorda que Dinho já frequentava o pequeno palco do Lua Nua, fazia imitações e animava os bailes em que o Utopia tocava Beatles e rock dos anos 1960 e 1970. Dinho contou a ele, entusiasmado, que a banda mudaria de nome. Ao preparar o cartaz do show de estreia, Valdir escreveu por engano "Mamonas Selvagens", em vez de Mamonas Assassinas, o que irritou os integrantes.
Na apresentação, a banda usou cuecas e discos cobrindo a frente; na lembrança de Valdir, Bento levava um CD single. O repertório ainda misturava a base musical que o grupo tocava nos bailes com a irreverência que se tornaria sua marca.
O depoimento também situa em maio de 1995 outra apresentação preparada especialmente para representantes da EMI. Nesse show, os músicos teriam usado fantasias de Chapolin. A Meteoro ajudou com um sistema de som especial, e os melhores lugares foram reservados para os visitantes da gravadora. Esta ficha preserva os dois momentos como etapas da aproximação com a EMI, sem condensá-los em um único acontecimento.
Em agosto, Valdir fechou os três primeiros shows da nova fase, na ordem Lua Nua, Caribbean e Raphsody Club. Ele também relembra Bento brincando com um ioiô durante uma passagem de som. O rápido aumento do público e a qualidade musical ao vivo chamaram sua atenção desde aquelas primeiras apresentações.
Fontes: Depoimento publicado por Douglas Avelino - EA Estúdio
Depoimento de Valdir sobre a passagem do Utopia para Mamonas Assassinas, os primeiros shows na Boate Lua Nua e a aproximação da banda com a EMI.
Depoimento publicado por Douglas Avelino - EA Estúdio. O relato distingue a estreia de abril, uma apresentação para representantes da EMI em maio e a contratação, em agosto, dos shows seguintes.
A biografia autorizada dos Mamonas Assassinas, publicada pela L&PM em 1996, fecha a data dessa apresentação. O capítulo que narra a noite no Onze e Meia começa por um trecho de fechamento de programa: "Brasil anunciou, entre as atrações do programa de 9 de maio, presença de um novo conjunto de rock: os Mamonas Assassinas". O livro não diz o ano, mas o capítulo vem depois do showcase no estúdio Bonadio e antes da viagem de 6 de julho de 1995, o que fecha em maio de 1995.
Com a biografia, a data deixa de depender de cronologias de fã. Duas versões circulavam, 09/05 e 01/05, e a Folha de S.Paulo confirmava apenas o mês. A fonte mais próxima da banda, escrita com acesso aos integrantes e às famílias, aponta 9 de maio.
O livro narra a noite em detalhe: os cinco de figurino de Chapolin Colorado, a piada de Jô Soares sobre o "japonês de cabelos rastafari", Dinho cantando "Jumento Celestino" de improviso, dançando na plateia na hora de "Robocop Gay", beijando Bira, o baixista da banda de Jô, imitando Lula e o próprio apresentador, e a entrega de um telefone com o nome "Samy Chous", depois do que o telefone dos Mamonas Assassinas não parou mais de chamar.
Fonte: Blá, Blá, Blá - A Biografia Autorizada (L&PM, 1996), p. 73.
A biografia autorizada dos Mamonas Assassinas, publicada pela L&PM em 1996, situa o começo da estrada em 22 de agosto de 1995: foi a partir desse dia que "todo o Brasil descobriria o pique, a demência e o talento dos cinco de Guarulhos". A ficha do Hollywood Project é, portanto, a abertura da turnê.
O livro resume a temporada em números: 182 shows em 190 dias, de norte a sul do país, com quase um milhão de pessoas na plateia, além de seis meses de vida em aviões, hotéis e camarins. Os 182 shows do livro não correspondem às 145 datas com show e evento deste acervo, que não é uma lista completa da turnê.
Fonte: Blá, Blá, Blá - A Biografia Autorizada (L&PM, 1996), p. 116.
Trecho de Chopis Centis gravado no Hollywood Project, em São Paulo, no primeiro show da turnê do álbum, em 22 de agosto de 1995.
Registro parcial em áudio e imagem, arquivado pelo Fã Clube Somrisal (mamonasosite.com.br).
Apresentação de Ralado sobre o show no Hollywood Project: um dos primeiros da banda depois da assinatura com a EMI-Odeon, com a equipe técnica ainda incompleta e público pequeno, por ser uma segunda-feira.
Apresentação de um fã sobre o show, com imagens e trechos de arquivo; não é o registro integral da apresentação. A reprodução depende da disponibilidade do vídeo no YouTube.
Pocket show do Mc Dia Feliz no McDonald's de Guarulhos, com 1406, Chopis Centis, Vira-Vira e Pelados em Santos, em ação beneficente da Fundação do Câncer Antônio Prudente.
Mesmo pocket show já catalogado com outro registro; incluído aqui pela versão completa, com as quatro músicas do repertório.
Em 27 de agosto de 1995, os Mamonas Assassinas fizeram um pocket show histórico no estande da Meteoro, na Expomusic, no Expo Center Norte, em São Paulo. A Mamonamania estava começando a explodir no Brasil inteiro - e o local era o barulhento estande da METEORO. Mas havia um problema: Júlio Rasec, o tecladista e a alma das vozes secundárias, não pôde comparecer. Em uma decisão corajosa e totalmente 'Mamonas', Dinho, Bento, Sérgio e Samuel subiram ao palco como quarteto - pela primeira e única vez registrada em vídeo de alta qualidade. E quem assumiu os teclados em Vira-Vira? Samuel Reoli, o baixista, que largou o grave por alguns minutos para garantir que a festa não parasse.
Fonte: Arquivo Emerson Reis. O link enviado começa em 22min30s (1350s); o vídeo completo pode ser visto desde o início. Apresentação sem Júlio Rasec; Samuel Reoli assumiu os teclados em Vira-Vira.
Participação no Programa Mulheres, exibido pela CNT/Gazeta, em São Paulo, em 1º de setembro de 1995. Agradecimentos a Lyanna Soares.
A biografia autorizada dos Mamonas Assassinas, publicada pela L&PM em 1996, situa os bar mitzvahs da banda em agosto e setembro de 1995 e identifica o Buffet França, em São Paulo, como o primeiro e o Clube A Hebraica como o segundo, sem datar nenhum dos dois. Como a turnê começou em 22 de agosto de 1995, as duas animações são posteriores a essa data.
O contrato da Hebraica foi do próprio Samy, dono da Sami Show Band, a banda que transformava casamentos, noivados e bar mitzvahs da classe média alta de São Paulo em sessões de palco, e recém-nomeado empresário do grupo. O livro guarda a versão de Samy: ele queria ver a reação dos teens, e um show dos Mamonas custava barato na época, quando ainda não choviam convites.
O livro narra a zoeira da cozinha e a decepção com o salão, mas deixa claro que as duas cenas são do Buffet França, o primeiro dos dois: ao chegar, o clube pediu que a banda entrasse pela porta dos fundos, e os Mamonas passaram pela cozinha, abriram tampa por tampa de todas as panelas e, para o horror das cozinheiras, provaram de algumas; na sala do segundo andar serviram haddock e salmão e, como não havia aipim frito nem tutu à mineira, os Mamonas não acharam grande coisa o tal buffet. A Hebraica, o segundo, é apenas nomeada.
Fonte: Blá, Blá, Blá - A Biografia Autorizada (L&PM, 1996), p. 118 e 119.
Apresentação no programa da Hebe Camargo, exibido pelo SBT, em 4 de setembro de 1995. Direitos autorais do Sistema Brasileiro de Televisão; créditos e agradecimentos a Lyanna Soares.
Trecho em HD da apresentação no programa da Hebe Camargo, recuperado a partir do documentário da Globo.
Fragmento de 27 segundos, sem indicação de data; vinculado à apresentação de 04/09/1995 por constar ser da mesma fonte.
Em 9 de setembro de 1995, os Mamonas Assassinas cumpriram uma agenda de três apresentações em Barra Bonita, Pederneiras e Bauru. As fotografias preservadas nesta ficha registram Pederneiras e Bauru; até o momento, o acervo não possui imagem identificada do show em Barra Bonita.
Em Bauru, a apresentação aconteceu no Quorums Chopp. Um dos registros mostra Dinho próximo ao público, possivelmente durante Bois Don't Cry.
Em setembro de 1995, durante a ascensão da banda, os Mamonas Assassinas participaram de uma entrevista à Rede Minas, em Belo Horizonte. Entre piadas, improvisos e brincadeiras, os integrantes mostraram o humor que marcou o grupo.
Registro de entrevista à Rede Minas. O link começa em 27 segundos; também é possível assistir desde o início.
Imagens de bastidores e de passagem de som dos Mamonas Assassinas em Curitiba, em setembro de 1995. Créditos: MMKanda76.
O material não informa o dia exato. As imagens são do mesmo conjunto do fã MMKanda76 que documenta a passagem de som na Chácara Babilônia, em 16/09/1995, e por isso foram vinculadas a essa data, e não à do Danceteria Chocolate Chic (23/09/1995), que já tem o vídeo do show.
A biografia autorizada dos Mamonas Assassinas, publicada pela L&PM em 1996, diz que a guerra dos extintores de incêndio começou em Presidente Prudente. Um inocente gerente de hotel reservou um andar inteiro só para os Mamonas; Dinho bateu insistentemente na porta de Samy, que estava no banho, e Samy abriu e levou um jato branco e gélido de CO2, saiu correndo e pelado atrás de Dinho. Nesse dia, quem ficou quatro horas trancado no banheiro para não tomar banho foi o Johnny, da equipe.
O livro afirma que a guerra de extintores tornou-se um hábito entre os Mamonas e se repetiu muitas vezes pelo Brasil inteiro, sem citar as outras cidades. Também não data o episódio de Presidente Prudente: a ligação com a ficha deste dia é do acervo, por ser a única passagem da turnê pela cidade.
Fonte: Blá, Blá, Blá - A Biografia Autorizada (L&PM, 1996), p. 124.
A biografia autorizada dos Mamonas Assassinas, publicada pela L&PM em 1996, registra um dos episódios mais conhecidos desta danceteria: "Uma vez, em Curitiba, no Chocolate Chic, Dinho comeu uma fatia de melancia e jogou a casca na platéia. Então, a batalha se tornou pública."
O livro não data o episódio. A ligação com a ficha deste dia é do acervo, por ser a única passagem da turnê pelo Danceteria Chocolate Chic.
Fonte: Blá, Blá, Blá - A Biografia Autorizada (L&PM, 1996), p. 124.
Gravação do programa Estúdio Ao Vivo, da Rádio Transamérica, em 25 de setembro de 1995, na fase de divulgação do álbum de estreia.
Segundo o acervo, cópia de raridade (K7) com o programa Estúdio Ao Vivo.
Na quinta-feira, 28 de setembro de 1995, os Mamonas Assassinas se apresentaram na Danceteria Reggae Night, em Santos / SP.
O acervo reúne fotografias dos integrantes na van a caminho do litoral e na casa de shows, além do anúncio original em áudio veiculado no rádio promovendo a apresentação.
Spot promocional veiculado em rádio anunciando o show dos Mamonas Assassinas na Danceteria Reggae Night em 28 de setembro de 1995.
Terceira participação no Programa Mulheres, exibido pela TV Gazeta, em 29 de setembro de 1995.
Em 10 de outubro de 1995, os Mamonas Assassinas se apresentaram na tradicional casa noturna Reggae Night, em Porto Seguro / BA.
Os registros fotográficos preservados capturam a banda no palco com figurino completo e a interação carinhosa e bem-humorada dos integrantes - Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec e Sérgio Reoli - com um pequeno fã mirim no camarim e nos bastidores do evento.
A equipe do SP Já, telejornal local da TV Globo São Paulo, acompanhou o show em São José dos Campos e entrevistou os integrantes no camarim.
O relato situa a matéria em outubro de 1995. A agenda do acervo registra a apresentação em São José dos Campos em 15/10/1995; o vínculo foi feito por essa correspondência de cidade e mês.
Registro completo da apresentação no Estúdio Ao Vivo da Rádio Transamérica, identificada pelo canal como 18 de outubro de 1995, às vésperas do encerramento das atividades da emissora.
A agenda do acervo registra Araçatuba / SP nesta data; a identificação 18/10/1995 para o programa da Transamérica é sustentada por dois canais distintos.
Gravação completa do programa Estúdio Ao Vivo, da Rádio Transamérica, com registro de raridade.
Reclassificado de 25/09/1995 para 18/10/1995: o título e a descrição do canal identificam a gravação do Estúdio Ao Vivo em 18 de outubro de 1995, data corroborada por outro canal. A agenda do acervo mantém a gravação de Transamérica em 25/09/1995, com registro próprio.
Na sexta-feira, 27 de outubro de 1995, o Ginásio do Ibirapuera recebeu a comemoração dos 19 anos da Jovem Pan 2 FM. A sequência de atrações foi Netzwerk, Mamonas Assassinas, Alexia e Skank.
Na memória do evento, Netzwerk aparece representada pela cantora Simone Jackson, também conhecida como Simone Jay. Ela apresentou quatro músicas, entre elas Send Me An Angel, e voltou para cantar Memories a pedido do público, acompanhada pela banda que também tocou com Alexia.
Alexia abriu sua apresentação com Me And You, com um guitarrista brasileiro nas partes originalmente cantadas por Double You. O repertório incluiu sucessos do projeto Ice MC, do qual a cantora participou, e Without You, na versão popularizada por Mariah Carey. A apresentação de Alexia e sua wiki estão nos links abaixo, como registros do contexto da mesma noite.
O relato da noite também registra a participação de Bola, Teobaldo, Samanta e Celso Portiolli, imitando Silvio Santos, nos intervalos com a turma do Pânico. Morten Harket, vocalista do a-ha, estava na plateia e chamou a atenção das fãs.
A cobertura indicada é a edição 58 da revista DJ Sound, com Ace of Base na capa. Segundo o relato do evento, a Jovem Pan filmou todas as apresentações.
Fontes: Alexia Wiki - Fandom; Alexia - apresentação no mesmo evento, 27/10/1995 (YouTube)
Em outubro de 1995, os Mamonas Assassinas eram o maior sucesso comercial do Brasil. Para a comemoração do aniversário da Rádio Jovem Pan, a banda fez um show no Ginásio do Ibirapuera.
Segundo o relato contado no podcast Ticaracaticast, antes do show a trupe entrou no palco já vestida, com as luzes apagadas. O apresentador Emilio Surita gritou "Nós somos os Mamonas Assassinas!" e a plateia veio abaixo; aí as luzes se acenderam e ele completou: "Mas é mentira!". A plateia vaiou, e os Mamonas verdadeiros fizeram mais um de seus shows para o ginásio lotado.
A equipe do Pânico que se apresentava na noite era formada por Emilio Surita, Marcos Chiesa (Bola), Marcelo Batista e Billy, que depois ficaria conhecido como o Maestro Billy do Caldeirão do Huck. O Pânico, que existia apenas no rádio, estava em seu terceiro ano.
Audito da apresentação no Festival Jovem Pan 2 FM, com 36min44s de duração e sem corte dentro de cada faixa. A emissora passou as músicas do show separadas, dentro da programação musical, de modo que a ordem registrada é a ordem da transmissão e não a ordem do palco. O registro não cobre o show inteiro. Faixas, na ordem em que aparecem no áudio: Apresentação (solo de cada integrante), Pelados em Santos, Vira-Vira, Robocop Gay, Mundo Animal, Lá Vem O Alemão, Sábado de Sol, Cabeça de Bagre II, Jumento Celestino, 1406, Sabão crá-crá, Bois Don't Cry e Débil Metal. A identificação das faixas foi feita por Gorigamia e não pela fonte, que não nomeia as músicas. Mundo Animal e Robocop Gay também têm registro em vídeo na mesma ficha. Arquivo em MP3 de 320 kbps, 44,1 kHz.
Mundo Animal ao vivo no Festival Jovem Pan 2 FM - Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo / SP, em 27 de outubro de 1995.
Registro da apresentação no Festival Jovem Pan 2 FM - Ginásio do Ibirapuera. A reprodução depende da disponibilidade do vídeo no YouTube.
Robocop Gay ao vivo na comemoração dos 19 anos da Jovem Pan 2 FM, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo / SP, em 27 de outubro de 1995.
Registro da apresentação dos Mamonas Assassinas no evento. A reprodução depende da disponibilidade do vídeo no YouTube.
Em 28 de outubro de 1995, os Mamonas Assassinas se apresentaram na antiga Discoteca Toco, na Vila Matilde, em São Paulo.
A noite ficou marcada pela participação de Morten Harket, vocalista do a-ha. Depois de estar na plateia do festival da Jovem Pan no Ginásio do Ibirapuera na noite anterior, Morten subiu ao palco da Toco e cantou com os Mamonas o clássico "Take On Me".
A fotografia preservada nesta ficha mostra Dinho e Morten Harket durante a passagem pela casa. A autoria da imagem ainda não foi identificada.
Registro da apresentação dos Mamonas Assassinas na Discoteca Toco, na Vila Matilde, em São Paulo.
O vídeo estava anteriormente associado à ficha de 17/09/1995. Foi transferido para 28/10/1995 após a identificação da data e do local fornecida ao acervo.
Apresentação no Domingo Legal, exibido pelo SBT, em 29 de outubro de 1995, no mesmo dia das Hormone, Danceteria Broadway e Parque do Carmo, em São Paulo.
Em 31 de outubro de 1995, os Mamonas Assassinas se apresentaram no Halloween CNA, em Botucatu. A fotografia de Herold Bruno mostra Dinho e Júlio Rasec durante o show.
Em 1º de novembro de 1995, os Mamonas Assassinas subiram ao palco do Ginásio do Clube Álvares Cabral, o Gigante, para a primeira e também única apresentação da banda no Espírito Santo. Reuniu cerca de oito mil pessoas. Não há registro em vídeo daquela noite, mas o acervo da Rede Gazeta preserva fotografias exclusivas, recuperadas pela reportagem que marcou os 30 anos do show.
O show chegou a ser ameaçado de veto por um juiz, por causa do linguajar da banda. Como contou o ex-produtor Joni Anglister, "achavam que eles faziam apologia às drogas devido a músicas como Sábado de Sol, que falava de maconha; ou ao sexo grupal, devido a Vira-Vira; ou pela homossexualidade, em razão de Robocop Gay". O veto não chegou a acontecer: "O nosso advogado resolveu tudo e o show aconteceu".
O apelido "Beatles do Besteirol", usado pelo jornalista Roberto Muggiati, da extinta Revista Manchete, entrou na reportagem como imagem de contexto: a banda misturava pop-rock, sertanejo, heavy metal, pagode e forró, com humor anárquico e letras que iam do nonsense à crônica social. Em menos de doze meses gravaram um único disco, que se tornou o álbum de estreia mais vendido da história da música brasileira.
Segundo os pais de Dinho, Hildebrando Alves Leite e Célia Alves, embora não tenham uma lembrança exata do show, o filho comentava que a cidade era legal e que tinha gostado das pessoas. "Inclusive, meu sobrinho se mudou para Vitória, no Espírito Santo, depois do acidente - já tem uns 22 anos", contou o pai do vocalista. A irmã de Dinho, Grace Kelly, agradeceu o carinho dos fês capixabas e deixou a esperança de ver o projeto O Legado, criado pela família, se apresentar em Vitória.
Dois fês contaram a mesma noite. Luciano Leitão Menezes, técnico em eletrônica, foi pela primeira vez a um show dos Mamonas e levou a camisa-ingresso, que dava entrada e trazia a frase "corte aqui e estrague o seu encarte". "Eu já saí do show guardando ela. Nunca tinha visto algo assim", contou. Fernanda Macedo da Silva tinha 17 anos e veio da Serra até Vitória só para ver o grupo, com uma carta escrita "leiam essa porra dessa carta". Entregou o envelope a uma pessoa da produção e esperou quase uma hora; quando voltou, o grupo cantava Sabão Crá-Crá. "Um rapaz me colocou nos ombros dele, momento em que o grupo deu uma pausa, pegou a minha carta, leu o título e agradeceu. Eu comecei a gritar igual louca lá embaixo". Das fotos que fez com a máquina de filme, nenhuma prestou, e a única boa, de Dinho saindo do palco, foi perdida. "Não tenho nenhum registro. As pessoas não acreditam em mim, de que eles leram a minha carta."
Fontes: A Gazeta/HZ: Mamonas Assassinas - os 30 anos do show que marcou Vitória, de 28/11/2025
Matéria retrospectiva de A Gazeta sobre a passagem e o show dos Mamonas Assassinas em Vitória / ES.
Reportagem produzida três décadas depois do show de 01/11/1995.
Em 2 de novembro de 1995, a banda se apresentou no São João Tênis Clube, em Atibaia. Durante a passagem pela cidade, também gravou uma matéria para o Fantástico, da Rede Globo.
A ficha preserva fotografias do show e uma matéria da ATV Teen, da ATV Atibaia, sobre a apresentação.
Matéria da ATV Teen, da ATV Atibaia, sobre a passagem e o show dos Mamonas Assassinas em Atibaia / SP.
Show completo no Olympia em 4 de novembro de 1995, durante a turnê do álbum de estreia.
O upload informa Olympia / SP; a agenda do acervo registra, na mesma data, Matinas Maktub no Olympia, em Araraquara / SP.
O título do vídeo informa apenas o ano. A ficha de 08/11/1995 reúne o 1º Prêmio SBT de Música, com o prêmio de banda revelação do ano, transmissão do SBT em Osasco.
Em setembro de 2026, o Maringá Post publicou um episódio da série "Já Pisaram Aqui", de Mari Parma, sobre a passagem da banda por Maringá, em 9 de novembro de 1995, no Ginásio Chico Netto. A reportagem usa o Acervo Maringá Histórica e o Patrimônio Histórico de Maringá.
A fila na portaria foi longa: os ingressos custavam R$ 15 na portaria e R$ 12, comprados com antecedência, na Casas da Bahia, na Fine, no Atelier de Noivas Le Belle e na Microcamp. Priscila Borsato, que tinha 12 anos e foi de ônibus, lembra que o ginásio estava cheio e o dia, bem quente.
"Tinha muitas crianças, famílias, um show, eu lembro que tinha bastante claridade, não tinha muitas luzes." Ela se lembra da interação da banda com a plateia: "Foi um show muito divertido, eles falavam muito durante o show. O show contando piada, histórias da vida deles, da superação de cada um, sempre de uma forma bem engraçada."
Antes do show, o grupo concedeu coletiva no hotel Golden Ingá. O jornalista Amarildo Legal conduziu a entrevista e conta o que foi esperar: "Quase uma hora esperando ali. A gente brincou, estava na piscina? Aí o Dinho brincou: que piscina, rapaz!" Na hora de explicar a palavra "satirizavam", que ficou na memória dele como "satiriririzavam".
A reportagem registra ainda que, trinta anos depois, "Roda Vira" e "Brasília Amarela" continuam sendo cantados em casamentos e aniversários em Maringá.
No dia 11 de novembro de 1995, os Mamonas Assassinas realizaram show no Ginásio Ivan Rodrigues (Beiradão), em Joinville / SC.
Na mesma data, foi ao ar a participação gravada da banda no Programa Raul Gil, onde se apresentaram caracterizados com os trajes listrados de presidiários.
Fontes: Arquivo e cronologia de exibições do Acervo Mamonas
Em 14 de novembro de 1995, os Mamonas Assassinas se apresentaram no Ginásio Oscar Pereira, em Ponta Grossa / PR.
Registro do show dos Mamonas Assassinas no Ginásio Moringão, em Londrina / PR.
Vinculado à apresentação de 15/11/1995 registrada na agenda do acervo.
A apresentação no Estádio João Marcatto, em Jaraguá do Sul, em 16/11/1995, é um dos shows da turnê documentados em vídeo e, agora, também em fotografia. O Jornal do Vale do Itajaí (Jdv) publicou em julho de 2025 uma reportagem sobre os 30 anos da noite, com imagens de arquivo de Zeca Jr., jornalista e professor que cobriu o evento, e de Elemar José Zoz, que compartilhou a própria foto em um grupo do Facebook.
Segundo a reportagem, o público lotou o gramado do Marcatto apesar da chuva. Antes de subir ao palco, os integrantes participaram de uma pelada no gramado com integrantes da organização e fãs, e uma das fotos mostra o momento anterior a Dinho vestir a camisa do Juventus, que ganhou. No show, a banda tocou todas as músicas do disco, fez piadas e brincou com a plateia. "No dia do show estava garoando, e fiquei com lama até o joelho, mas valeu a pena", contou a leitora Luzia T. Gorges em publicação no Facebook.
A agenda original deste acervo registra o show de Jaraguá do Sul em 16/11/1995 no Grêmio Desportivo Juventus. A reportagem local coloca a apresentação no gramado do Estádio João Marcatto, que é o estádio do Grêmio Esportivo Juventus, e as legendas das fotos de arquivo apontam a passagem de som no mesmo estádio. A ficha passou a citar o estádio, mantendo a referência ao clube.
Fontes: Jornal do Vale do Itajaí (Jdv): Mamonas Assassinas em Jaraguá, 30 anos de uma noite histórica
Vídeo do show completo dos Mamonas Assassinas em Jaraguá do Sul, em 16/11/1995, no Grêmio Desportivo Juventus.
Em 19 de novembro de 1995, os Mamonas Assassinas fizeram dois shows em Santa Catarina: o primeiro no Ginásio Municipal de Criciúma e o segundo em Itajaí.
Tissão Soares, integrante da equipe de produção dos shows, recordou que a banda chegou ao aeroporto cerca de uma hora antes da apresentação em Criciúma, quando o ginásio já estava lotado. Enquanto a equipe técnica montava o palco e os músicos se preparavam, ele saiu para comprar as marmitas consumidas no camarim durante a montagem e a passagem de som. Dinho acabou subindo ao palco com a marmita, transformando o imprevisto em parte da brincadeira com o público.
Fontes: Relato de Tissão Soares, integrante da equipe de produção
O título indica Goiânia, em 1995, sem o dia. A agenda do acervo tem uma única data em Goiânia: 22/11/1995, na Casa Yes Brasil.
Registro da passagem dos Mamonas Assassinas por Goiânia.
A agenda do acervo registra uma única apresentação em Goiânia, na Casa Yes Brasil, em 22/11/1995.
Em 25 de novembro de 1995, os Mamonas Assassinas fizeram duas apresentações: uma no Centro Dasy, no bairro Vila Guilherme, na capital paulista, e outra à noite em São Roque.
Em 30 de novembro de 1995, os Mamonas Assassinas se apresentaram no Ginásio Gigantão, em Araraquara / SP. O acervo preserva um pequeno trecho em vídeo de Cabeça de Bagre.
A fotografia antes ligada a esta ficha foi transferida para 26/11/1995 após a correção de que o registro foi feito no Colégio Bonfiglioli, em São Paulo, e não em Araraquara.
Pequeno trecho de Cabeça de Bagre no show realizado no Ginásio Gigantão, em Araraquara / SP.
Em 1º de dezembro de 1995, o suplemento infantil Folhinha, do jornal Folha de S.Paulo, publicou uma entrevista especial com os Mamonas Assassinas conduzida por quatro pequenos repórteres mirins: Anna, Tiago, Deborah e Felipe.
Na conversa, os integrantes responderam com muito bom humor a perguntas sobre o sucesso da banda, suas origens, sonhos e curiosidades de bastidores:
? Sonhos e vendas: Anna: "Qual é o maior sonho de vocês?" Dinho: "Montar uma banda, fazer sucesso e vender 1 milhão de discos." Tiago: "Não. Qual é o maior sonho agora?" Sérgio: "Agora é manter isso." Dinho: "E chegar a 2 milhões de discos vendidos."
? Futebol e preferências: Felipe: "Que esporte vocês praticam?" Dinho: "Todo mundo adora futebol. Os que gostam menos não sabem jogar. É o caso do Júlio e do Bento." Tiago: "Para que time vocês torcem?" Dinho: "Corinthians! O Bento é palmeirense. Samuel e Sérgio torcem para o São Paulo, e o Júlio, para a Portuguesa."
? Formação da banda e escolha do nome: Samuel explicou como surgiu o grupo: "A ideia inicial do grupo, que nem chamava Mamonas ainda, veio do Sérgio. É, ele tocava há mais tempo. Aí eu comecei a tocar também. Nós somos irmãos. Depois, entrou o Bento. A banda era um trio. Tocamos uns cinco ou seis meses assim. Aí, entrou o Dinho e, depois, o Júlio." Quando Anna perguntou sobre a origem do nome da banda, Dinho brincou: "A gente queria Beatles, mas já existia. Aí ficou Mamonas Assassinas."
? Composição e arranjos: Felipe questionou sobre a inspiração das letras. Dinho pontuou: "A maioria fala de situações do cotidiano. A gente dá o nosso jeito de ver a coisa. Às vezes, o que pode ser uma tragédia, a gente transforma em algo engraçado." Júlio completou: "A gente vê as tragédias do dia-a-dia de um jeito engraçado." Sobre a faixa que deu mais trabalho, Dinho revelou: "O instrumental de 'Lá Vem o Alemão', porque a gente não sabe tocar samba e precisou pedir ajuda para os grupos Negritude Jr e Art Popular."
? Humor e o trocadilho do tatu: Deborah perguntou se já haviam comido tatu, e Dinho respondeu no seu estilo irreverente: "Comer tatu é bom. O problema é que dá dor nas costas, porque ele entra no buraco e você tem que ficar agachado pra tirar o bicho de lá."
Fontes: Folhinha - Folha de S.Paulo (01/12/1995)
A apresentação no Anhembi integrou a comemoração de 10 anos da Rádio 89 FM de São Paulo, na frequência 89,1 FM. A faixa Vira, Vira está no CD 89 Live Concert (1998), cujo encarte traz fotos da banda e um texto sobre a energia e os imprevistos das apresentações ao vivo. O texto também explica que a coletânea reúne shows das festas de dez e onze anos da emissora, realizadas em 1995 e 1996.
O Anhembi também é a origem indicada para o álbum Mamonas ao Vivo, lançado pela EMI em 2006, com os sucessos do disco de estreia. Parte desse material já havia aparecido em Atenção, Creuzebek: A Baixaria Continua (1998). O repertório de 2006 inclui ainda Não Peide Aqui Baby, paródia de Twist and Shout, conhecida na versão dos Beatles. A gravação dessa faixa é identificada na referência discográfica abaixo como uma participação no programa Invasão da Cidade, da Rádio Cidade do Rio de Janeiro, e não como parte do show no Anhembi. A mesma referência relata que a canção ficou fora do disco de estreia por seu conteúdo de baixo calão.
Na comparação feita por Gorigamia, o áudio de Vira, Vira em 89 Live Concert difere da edição de 2006, que apresenta outro tratamento e cortes. A atribuição desses cortes e da mixagem a Rick Bonadio ainda precisa de comprovação nos créditos da edição. As semelhanças percebidas no som da bateria e na voz de Dinho motivam a comparação, mas não bastam para confirmar a procedência de outras gravações.
Há dúvidas sobre os registros de Cabeça de Bagre II e Sábado de Sol associados ao show no canal Erick Acervo. Gorigamia destaca que, antes de Cabeça de Bagre II, Dinho agradece à rádio por ter sido a primeira a tocar Mamonas no dial de São Paulo. A possibilidade de esses trechos pertencerem a outro momento da apresentação, ou terem sido gravados da transmissão de rádio, permanece em investigação.
A Rádio 89 FM transmitiu o show ao vivo na época. Erick Acervo é o responsável pela publicação do registro discutido no YouTube, não pela transmissão. Ele pode ter gravado o áudio ou recebido uma cópia de outra pessoa; o caminho exato desse arquivo até o canal não está esclarecido. No comentário reproduzido abaixo, Erick identifica o áudio como sendo do mesmo show e sugere que seja uma gravação direta da transmissão, sem edição. Também lembra, com ressalva de memória, ter usado a capa de 89 Live Concert mesmo sem essa música constar no CD. A remasterização de Gorigamia foi feita no FL Studio, dentro das possibilidades do áudio disponível; a procedência específica desse arquivo continua em investigação.
Fontes: UOL Música - lançamento do álbum em 2006; Referência discográfica - Mamonas ao Vivo
Em 2 de dezembro de 1995, nos bastidores do festival de 10 anos da Rádio 89 FM, no Anhembi, aconteceu um encontro entre os Mamonas Assassinas e os Titãs. As fotografias preservam as duas bandas reunidas e encontros de integrantes como Nando Reis, Marcelo Fromer, Dinho e Júlio Rasec.
Outro registro mostra Samuel Reoli e Malu Mader entre os convidados e músicos presentes nos bastidores. As imagens foram creditadas a Ralado Mamonas e Rafael Lemos conforme a identificação recebida pelo acervo.
Faixa 14 do CD 89 Live Concert (1998). Áudio extraído do CD original, preservado em FLAC estéreo, 44,1 kHz / 16 bits. Duração: 2min27s.
Fonte: https://www.discogs.com/release/10136498-Various-89-Live-Concert
Remasterização feita por Gorigamia no FL Studio, dentro das possibilidades do áudio disponível. A associação deste registro ao show de 02/12/1995 é uma hipótese; veja a documentação e a resposta de Erick Acervo abaixo.
Áudio do show completo transmitido ao vivo pela Nordeste FM. Arquivo do acervo identificado com o canal Rock Nacional Anos 80/90 Oficial, do YouTube.
Reportagem sobre a apresentação no Parque de Exposição João Martins da Silva. Registro encontrado por @mamonasnostalgia, no Instagram.
Álbum ao vivo lançado postumamente pela EMI em agosto de 2006. Reúne 16 faixas, com gravações da apresentação de 1995 no Anhembi, em São Paulo, sucessos do disco de estreia e a faixa Não Peide Aqui Baby.
Atrasados meia-hora para a entrevista, entram numa sala - onde estava preparada uma mesa de queijos e refrigerantes - uns rapazes normais, mas com um visual meio esquisito: os cabelos são cor-de-abóbora, azul escuro com vermelho e rastafari. Eles entram fazendo barulho com bolas de soprar. Eles são os Mamonas Assassinas, o maior fenômeno comercial do mercado fonográfico dos últimos tempos. Com o disco de estreia lançado há apenas quatro meses, já venderam mais de 1,3 milhão de cópias, e pretendem bater a marca do Rei Roberto Carlos - 2 milhões - até o Natal. Nos próximos dias 16 e 17, os Mamonas tocam no Metropolitan.
A biografia autorizada dos Mamonas Assassinas, publicada pela L&PM em 1996, conta que a parada de Dinho em Franca foi de madrugada: motoqueiros apareceram na frente do hotel com máquinas de mais de mil cilindradas, Ralado pediu uma volta e acordou Dinho com o ronco do motor. Fã de motos, Dinho desceu, não andou cinquenta metros e a polícia apareceu apontando a revólver para a cabeça dele.
Na delegacia descobriram que o infrator era mesmo "o Dinho dos Mamonas", ídolo do filho do delegado, e ele deu entrevista ao vivo para uma rádio a partir da própria delegacia. O livro não data o episódio: a ligação com a ficha deste dia é do acervo, por ser a única passagem da turnê por Franca.
Fonte: Blá, Blá, Blá - A Biografia Autorizada (L&PM, 1996), p. 124.
Depoimento de fã sobre a apresentação no Campo do Tupynambás em Juiz de Fora / MG:
Carol Rocha: "Eu fui nesse show, foi em dezembro de 95, último dia de vestibular, muita expectativa, caiu uma tempestade terrível na cidade e alagou o campo onde ocorreu o show, era um tal de jogar lama nas pessoas, nadar na lama, conclusão: no final todo mundo saiu de lama até o último fio de cabelo! Esse show foi épico em JF, ninguém esquece, até quem não foi no show!!"
Fontes: Comunidade Mamonas Assassinas - Fãs (Facebook) - depoimento colhido por gorigamia
A biografia autorizada dos Mamonas Assassinas, publicada pela L&PM em 1996, data explicitamente a apresentação do Metropolitan: "Foi assim no Metropolitan, o dia 16 de dezembro de 95, para 12 mil pessoas."
O acervo tem fichas para 16 e 17 de dezembro de 1995 na mesma casa, com o vídeo de "Cabeça de Bagre II" em 16 e o de "Bois Don't Cry" em 17. O livro não distingue as duas noções, de modo que a data e o público confirmados ficam na apresentação do dia 16; a matéria do Rio Show de 15/12/1995, transcrita nesta ficha, já anunciava as duas matinês com ingressos esgotados.
Fonte: Blá, Blá, Blá - A Biografia Autorizada (L&PM, 1996), p. 130.
Cabeça de Bagre II ao vivo no Metropolitan, no Rio de Janeiro / RJ, em 16 de dezembro de 1995.
Registro da apresentação no Metropolitan. A reprodução depende da disponibilidade do vídeo no YouTube.
Amanhã, às 17h, e domingo, às 16h, os Mamonas Assassinas tomam de assalto o Metropolitan. Até o momento, eles já venderam 1 milhão e meio de cópias de seu álbum homônimo de estreia e, confirmando a mamonamania, os ingressos para estas duas matinês se esgotaram no início da semana. Portanto, quem ainda quiser assistir ao atual fenômeno do pop brasileiro vai ter que se entender com os cambistas.
Bois Don't Cry ao vivo no Metropolitan, no Rio de Janeiro / RJ, em 17 de dezembro de 1995.
Registro da apresentação no Metropolitan. A reprodução depende da disponibilidade do vídeo no YouTube.
Os Mamonas Assassinas tomam de assalto o Metropolitan. Os ingressos para estas duas matinês se esgotaram no início da semana. Portanto, quem ainda quiser assistir ao atual fenômeno do pop brasileiro vai ter que se entender com os cambistas.
O título indica Cuiabá, em 1995, sem o dia. A agenda do acervo tem uma única data em Cuiabá: 20/12/1995, no Ginásio da UFMT.
Depoimentos de fãs presentes no show histórico no Estádio Castelão em Fortaleza:
Juscelino Coutinho: "Eu fui! Meu pai [Francisco Barbosa] me fez essa surpresa? me entregou o ingresso nos 45 do segundo tempo! Ele realizou meu sonho. Gratidão sempre!"
Edicarlos Lopes: "Eu fui pra esse show! Eu e meu irmão. Dia 22 de dezembro de 95. Nunca esqueci. Foi lotação! Eu tava no gramado, nessa época não existia as divisões que tem hoje nos shows, eram somente gramado ou arquibancada."
Fontes: Comunidade Mamonas Assassinas - Fãs (Facebook) - depoimentos colhidos por gorigamia
Apresentação no Sabadão, programa de sábado apresentado por Gugu Liberato no SBT, com duplas sertanejas na preliminar. A banda se apresentou em mais uma data de TV em menos de duas semanas, no fim de dezembro de 1995, e ainda fez o show no Clube Espanhol, em Salvador, na mesma noite.
Participação no quadro Amigo Secreto do Fantástico, na Rede Globo, em 24/12/1995, no mesmo dia da apresentação no Domingo Legal.
Registro catalogado a partir do título do vídeo. A reprodução depende da disponibilidade do vídeo no YouTube.
A biografia autorizada dos Mamonas Assassinas, publicada pela L&PM em 1996, conta a vingança dos gêmeos Edmilson e Admilson em Maceió: depois de passarem o dia inteiro enchendo Dinho de pedido de autógrafo, de madrugada e depois do show, Dinho ligou para todos os quartos do hotel, dizendo que sabia que os Mamonas estavam ali e fazendo os hóspedes jurarem que iam correr atrás de um autógrafo para os filhos gêmeos do casal.
O livro acrescenta, ainda em Maceió, um cover genuíno: uma dupla fazendo cover das músicas da banda num palquinho à beira-mar, que sumiu em seguida.
O livro não data nenhum dos dois episódios. A ligação com a ficha deste dia é do acervo, por ser a única passagem da turnê por Maceió.
Fonte: Blá, Blá, Blá - A Biografia Autorizada (L&PM, 1996), p. 124 e 125.
Registro do show no Espaço Emes, em Aracaju / SE, no último show de 1995 da turnê.
Mesmo material também publicado pelo canal Leo Almeida (TPA-C4NlHxs), com a mesma duração.
Outra publicação do registro do último show dos Mamonas Assassinas em 1995, no Espaço Emes, em Aracaju.
A última edição de Réveillon do Domingão do Faustão, exibida na virada de 1995 para 1996, reuniu a banda em uma sequência de televised appearances de fim de ano. A gravação do especial é de 19 de dezembro de 1995, data já registrada no acervo, e a exibição aconteceu em 31 de dezembro.
A sequência aparece em coluna de Dalmo Magno Defensor na Folha de S.Paulo de 4 de fevereiro de 1996: em 21 de dezembro, o Programa Livre; em 22, o especial da Xuxa; em 23, o Sabadão do Gugu, com duplas sertanejas na preliminar; em 24, o Domingo Legal; e em 31, o Réveillon do Faustão. Antes dessa maratona, a banda havia passado pelo Onze e Meia, pelos telejornais, pelo Domingão do Faustão, pela MTV e pela estreia do Ponto G, de Adriane Galisteu. Antes da virada do ano, em 4 de dezembro, o Programa Livre com os Mamonas tinha registrado pico de audiência de 21 pontos no Ibope, ante uma média de 5 pontos nos outros dias.
O Memória Globo registra essa apresentação como a última da banda ao vivo na televisão. Pouco mais de dois meses depois, em 2 de março de 1996, os cinco integrantes morreram no acidente aéreo da Serra da Cantareira.
Fontes: Folha de S.Paulo - Dalmo Magno Defensor, "Mamonas excessivas", 04/02/1996; Memória Globo - Morte dos Mamonas Assassinas
Performance de "Robocop Gay" na edição de Réveillon do Domingão do Faustão, exibida em 31 de dezembro de 1995. O especial foi gravado em 19/12/1995, data já registrada neste acervo. Na mesma apresentação a banda tocou "Vira-Vira" e "Pelados em Santos". Segundo o Memória Globo, foi a última apresentação dos Mamonas na televisão.
A biografia autorizada dos Mamonas Assassinas, publicada pela L&PM em 1996, data o show e diz do que ele se tratava: "Foi assim em Paulínea, em 4 de janeiro, dia do aniversário de Júlio".
O livro relata a cena. A mãe de Júlio, dona Carolina, que tinha dito várias vezes a Bento que era contra a entrada do filho na banda, estendeu o braço para o guitarrista e disse: "Estou dando a mão à palmatória". Bento não falou nada, apenas virou a mão dela e beijou-a no dorso.
O livro escreve "Paulínea"; o acervo mantém Paulínia, grafia do topônimo.
Fonte: Blá, Blá, Blá - A Biografia Autorizada (L&PM, 1996), p. 131.
A biografia autorizada dos Mamonas Assassinas, publicada pela L&PM em 1996, cita o Ginásio Thomeuzão entre os pontos altos da turnê: foi ali que Dinho, num desabafo irado, parou o show e gritou que não acreditassem em homens como aqueles que uma vez lhe disseram que ele não tinha talento para tocar ali. O vídeo desta ficha é o registro desse desabafo.
A fala tem endereço: o livro acrescenta que se tratava do Thomeuzão, o grande ginásio da adorada Guarulhos, onde o Utopia, a formação anterior, nunca pudera tocar. O livro não data a apresentação; a ligação com a ficha deste dia é do acervo, por ser a única passagem da turnê pelo ginásio, que tem também show em Jundiaí no mesmo dia.
Fonte: Blá, Blá, Blá - A Biografia Autorizada (L&PM, 1996), p. 131.
Em 06 de janeiro de 1996, os Mamonas Assassinas realizaram uma das apresentações mais emblemáticas de sua trajetória no Ginásio Paschoal Thomeo (o Thomeuzão), em Guarulhos.
O local representou uma verdadeira redenção para a banda: anos antes, ainda sob o nome de Utopia, o grupo havia sido rejeitado e impedido de se apresentar naquele mesmo palco. Desta vez, já consagrados como o maior fenômeno musical do país, os Mamonas retornaram como atração principal para um ginásio superlotado, que recebeu o dobro da capacidade do espaço.
A chegada da banda ao ginásio ocorreu a bordo da icônica Brasília Amarela, escoltada pelo público e registrada pela equipe do programa Aqui Agora, do SBT. Em um gesto simbólico de reconhecimento às próprias origens, o Utopia teve a honra de abrir o show antes da entrada triunfal dos Mamonas.
Durante a apresentação, Dinho protagonizou um momento de profunda emoção ao discursar para a plateia de conterrâneos guarulhenses: 'Tudo é possível quando vocês querem! Acreditem em vocês! Vocês têm força!', incentivando a todos a nunca desistirem dos seus sonhos.
Fontes: Registros históricos do show no Thomeuzão e cobertura do SBT / Aqui Agora; Blá, Blá, Blá - A Biografia Autorizada (L&PM, 1996), p. 131
Registro da apresentação dos Mamonas Assassinas no Ginásio Thomeuzão, em Guarulhos / SP.
Vinculado à ficha de 06/01/1996, única passagem pelo Thomeuzão registrada na agenda do acervo.
Pelados em Santos durante o show dos Mamonas Assassinas na Fapidra, em Dracena / SP.
Vinculado ao show de 10/01/1996 registrado na agenda do acervo.
A biografia autorizada dos Mamonas Assassinas, publicada pela L&PM em 1996, registra que em 14 de janeiro de 1996, de volta de uma das viagens com a banda, Sérgio Reoli pediu um tempo a Cláudia, Crá. Os dois choraram muito, mas concordaram em dar uma pausa.
No fim, ela desceu do carro, caminhou em direção ao prédio, ele a chamou, e ela largou a mala no chão e se virou para dizer que iam se ver. O livro destaca que estavam exatamente no mesmo lugar onde se conheceram havia quatro anos, cinco meses e um dia. A passagem é a última do capítulo sobre os amores da banda, e o livro foi escrito antes do acidente.
A ficha deste dia é a do show no Riocentro, com a foto de Dinho em apresentação e o registro do encontro com Elba Ramalho.
Fonte: Blá, Blá, Blá - A Biografia Autorizada (L&PM, 1996), p. 111.
Victor Pelegrini publicou uma remasterização independente do show de Valinhos. Segundo a descrição do vídeo, ele corrigiu as cores com base em fotografias da época, reduziu o ruído da imagem e usou interpolação para elevar a taxa de 29,97 para 59,94 quadros por segundo.
O trabalho foi refeito com VEGAS Pro 23.0 e Flowframes, usando RIFE 3.1. Essas alterações pertencem à versão remasterizada e não devem ser confundidas com as características da gravação original.
A apresentação de 16 de janeiro de 1996, realizada durante as comemorações do centenário de Valinhos, foi lançada em DVD em 2002 com o título Show ao Vivo - Arquivo Familiar.
Fontes: Remasterização publicada por Victor Pelegrini; Canal Victor Pelegrini; Show ao Vivo - Arquivo Familiar
Depoimentos de fãs e moradores presentes no show em Valinhos, registrados na comunidade Mamonas Assassinas - Fãs no Facebook:
Denise Santos (12 anos na época): "Show lotado! Cidade toda tava lá! Lembro de ter assistido parte do show no pescoço do meu pai! A gente foi em família! Foi muito legal!"
Vinicius Andreoti (6 anos na época): "Sou de Valinhos. Estive lá neste dia... Foi na Festa do Figo. Tinha 6 anos... E fiquei assistindo ao show a maior parte nos ombros do meu pai... Foi um dos dias em que a festa estava mais lotada... Tinha... Mas muita... Muita gente... Inesquecível esse dia."
Fontes: Comunidade Mamonas Assassinas - Fãs (Facebook) - depoimentos colhidos por gorigamia
Remasterização independente do show de Valinhos, com cores corrigidas a partir de fotografias da época, redução de ruído e interpolação de 29,97 para 59,94 quadros por segundo.
Victor Pelegrini relata que refez o projeto com VEGAS Pro 23.0 e Flowframes (RIFE 3.1), depois de iniciar o tratamento no CapCut. A taxa de 59,94 fps pertence à remasterização; a fonte original foi registrada por ele como 29,97 fps.
Registro fotográfico dos integrantes caracterizados de Chapolin, Robin e presidiário junto ao fã Carlos Henrique Chacal durante a passagem da turnê por Barra do Piraí / RJ em 19 de janeiro de 1996.
Fontes: Acervo Carlos Henrique Chacal / Barra do Piraí em Fotos
O roteiro oficial da Palco 1 Produções detalha o cronograma da gravação do programa MTV na Estrada com os Mamonas Assassinas no Rio Grande do Sul, cobrindo o desembarque em Porto Alegre, hospedagem no Hotel Plaza São Rafael, jantar na Churrascaria Capitão Rodrigo e o show no Ibiza Club Atlântida em 02/02/1996, seguido da apresentação no Parque da Fenavinho em Bento Gonçalves em 04/02/1996.
Este documento histórico foi preservado e cedido por Joni Anglister para Rafael Lemos.
Fontes: Documento da Palco 1 Produções e Eventos - cedido por Joni Anglister para Rafael Lemos
O registro começa com a transmissão da Transamérica Uberlândia, conduzida por Anderson Magrão e Laelson. O áudio preserva o show e intervenções dos locutores, mas vem de uma fita cassete antiga, com desgaste e distorção mais perceptível durante 'Débil Metal'.
Momentos catalogados: 00:00 transmissão; 02:29 Cabeça de Bagre; 05:09 Chopis Centis; 06:34 Dinho fala de Uberlândia; 08:05 Jumento Celestino; 11:17 1406; 14:47 Mundo Animal; 20:02 Vira Vira; 22:33 Sabão Crá Crá; 23:18 Júlio fala com o público; 24:49 Robocop Gay; 29:11 tema da Pantera Cor-de-Rosa; 30:17 Bois Don't Cry; 33:43 Débil Metal; 37:05 entrevista com o público; 37:41 introdução de Uma Arlinda Mulher; 38:33 introdução de More Than Words, do Extreme; 39:29 Uma Arlinda Mulher; 44:27 introdução de Essa Tal Liberdade, do Só Pra Contrariar; 47:05 Lá Vem o Alemão; 50:44 Sábado de Sol; 52:44 conversa com o público; 53:19 apresentação da banda; 55:46 fala sobre Samuel em Uberlândia; 66:00 Pelados em Santos; 70:40 pedido de bis; 71:16 interação 'Ay-Oh' com o público; 76:23 Não Peide Aqui Baby; 78:30 agradecimentos; 79:38 Vira Vira no bis; 82:18 encerramento da Transamérica; 83:01 trecho do programa T-Rock.
Além do show, os Mamonas encontraram o grupo Só Pra Contrariar. Alexandre Pires assistiu à apresentação e depois recebeu os músicos em sua chácara para um churrasco. Em relato publicado posteriormente, recordou Dinho cantando músicas do SPC ao violão, as canções tocadas juntos no palco, as piadas e a musicalidade da banda ao vivo.
Registro em áudio da transmissão da Rádio Transamérica Uberlândia, gravado no Estádio Juca Ribeiro. A fonte preservada veio de fita cassete antiga e apresenta desgaste e distorção em alguns trechos.
Edição e finalização: Daniel Souvile (@daniel_souvile). Colaboração: Marcel Martins.
Trecho de 2min41s da passagem dos Mamonas Assassinas pelo programa humorístico Café com Bobagem, nos estúdios da Rádio Transamérica.
Durante a apresentação, Dinho pediu que os fãs das arquibancadas se aproximassem do palco, no gramado. Enquanto o público descia, a banda tocou Será, da Legião Urbana. Houve também uma queda de luz durante o show.
As memórias reunidas pelo acervo relatam chuva, público abaixo do esperado e que Dinho desconhecia a diferença de preço dos ingressos entre os setores. A reportagem de GZH descreve milhares de fãs e o estádio lotado, trazendo uma perspectiva diferente sobre a presença de público.
Fontes: Reportagem de GZH - Rebecca Mistura, 01/03/2024; Arquivo de fotos @danisimoniw
Show no Estádio Vermelhão da Serra, em Passo Fundo, em 14 de fevereiro de 1996.
Registro do show completo. A reprodução depende da disponibilidade do vídeo no YouTube.
Registro completo de 46min44s do show em Barbacena, preservado em vídeo 384×288.
Gravação realizada pela Clipp Produções.
Registro em VHS de Sérgio Reoli cantando em um trio elétrico durante a folga após o show de Barbacena. Repostagem autorizada.
Créditos da preservação e divulgação: @mamonasnostalgia e @mamonasmilgrau, no Instagram.
Depois do show de 16 de fevereiro em Barbacena, os integrantes passaram alguns dias de folga em lugares diferentes. Dinho esteve em um sítio em São Romão, acompanhado de familiares, amigos e integrantes da equipe de turnê.
A apresentação nos Pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul, na noite de 29 de fevereiro de 1996, reuniu mais de 20 mil pessoas, com telões em preto e branco, segundo a reportagem do GZH. Era a 21ª edição da Festa, marcada naquele ano pela estreia do espetáculo Som & Luz e do Palácio das Uvas. Os ambulantes vendiam capas de chuva a R$ 2 e a chuva fina não atrapalhou um show que durou pouco mais de uma hora. Era o antepenúltimo show da banda; a turnê terminaria em Piracicaba, no dia seguinte.
O tecladista Júlio Rasec subiu ao palco com uma camisa do Juventude, time que havia estreado na primeira divisão nacional no ano anterior. Uma das lembranças mais citadas é a figura de Dinho de fantasia de coelho, uma fantasia que o público imitava. A mesma persona foi usada no Planeta Atlântida, em 9 de fevereiro de 1996.
A passagem por Caxias teve um episódio fora dos palcos: a última partida de futebol entre os músicos e parte da equipe, na 3ª Légua, na sede campestre da Associação Randon, com a turma de associados de fardamento. Nos camarins e nos restaurantes dos hotéis, a família Corlatti, ligada à organização do evento e que viajou com a produção, guarda lembranças e álbuns de fotografias, muitas delas feitas ao lado do palco em shows do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Fontes: Pioneiro / GZH - passagem da banda por Caxias do Sul, fevereiro de 2026; GZH - os Mamonas Assassinas no Rio Grande do Sul, 02/03/2026
Playlist com registros da passagem dos Mamonas Assassinas por Caxias do Sul e pela Festa da Uva.
O link recebido identifica 28/02/1996. A reportagem do Pioneiro/GZH usada pelo acervo documenta o show na noite de 29/02/1996; a playlist foi mantida na ficha do show com essa divergência registrada.
A passagem dos Mamonas por Caxias do Sul acabou marcada pela última partida de futebol entre os músicos e parte da equipe, na sede campestre da Randon, na 3ª Légua, e pelo show nos Pavilhões da Festa da Uva. Caxienses que conviveram com a banda recordam momentos vividos junto com os músicos.
Imagens de VHS mostram os Mamonas Assassinas brincando dentro de um avião.
Arquivo de acervo pessoal. O material provavelmente reúne trechos exibidos pela Record, mas a emissora de origem ainda não foi confirmada.
Em março de 2026, o g1 DF e a TV Globo Brasília publicaram, trinta anos depois, a íntegra do registro bruto do último show da banda, gravado pelo repórter cinematográfico Caio Coutinho e guardado no acervo da emissora. A reportagem foi publicada no dia 03/03/2026, por Gabriel Tibaldo, e traz a íntegra e vários trechos individuais, entre eles "Robocop Gay", "Chopis centis" e "Bois don't cry".
O show, para cerca de 4 mil pessoas no Estádio Mané Garrincha, começou com Dinho fantasiado de coelho. O acervo resgatado tem trechos quase completos de "Cabeça de bagre II", "Chopis centis", "Jumento Celestino", "Bois Don't Cry", "Uma Arlinda mulher" e "Robocop gay"; nesta última, Dinho canta com peruca e vestido, dança o trecho clássico de "Melô do piripipi", da Gretchen, e emenda um strip-tease. De "Sabão crá-crá", "Mundo animal" e "Débil metal" restaram apenas trechos da plateia cantando em uníssono. As imagens mostram a chegada dos fãs, o estádio lotado, policiais organizando o acesso e a energia no palco.
Às 21h35, depois do show, o grupo deixou Brasília em um jato Learjet 25D com destino a São Paulo. Às 23h15, pouco antes do pouso no Aeroporto de Guarulhos, o piloto informou à torre de controle que iria arremeter, e o avião desapareceu do radar. Os destroços foram localizados às 5h45 do dia 3 de março, na Serra da Cantareira. Em entrevista antiga, Dinho resumiu o objetivo da banda: "A nossa intenção é só divertir o povo que tem tanto motivo para chorar."
O texto abaixo foi escrito por Lilia Souza, que acompanhou a banda nos últimos dias e a chegada a Brasília. Ele é transcrito na íntegra, com apenas correções de pontuação, de digitação e de divisão em parágrafos.
Um sábado, 02 de março de 1996, Guarulhos, SP. É por volta das 13h, quando Dinho acorda. Coloca Valéria na garupa da moto de Dico, um outro primo, e vai até a casa de Sérgio e Samuel. Dona Nena se recorda bem do momento: Dinho estava resfriado e ela dá um comprimido para ele. Dinho ainda pede um cigarro para Dona Nena. Ele está na moto quando Rosana Esteves faz sua última foto. Rosana também faz as últimas fotos de Sérgio e Samuel, em Guarulhos. Dinho volta sem Valéria na garupa. Ela volta com Sr. Hildebrando. O pai de Dinho havia ido de carro pela manhã para tentar vender o carro para Samuel. Samuel estava em uma concessionária, tinha ido com o pai, Sr. Ito, para comprar um Audi.
Bento sai cedo de casa, vê Aninha e quer passar no apartamento, com a mãe, para ver as reformas. Júlio acordou por volta das 10h20 da manhã. Ligou para Nelson Lima, reservando um horário para acertar a cor dos cabelos. Júlio gosta do resultado e, antes de sair, dá um recado para Nelson, que segura uma filmadora. Júlio conta que tinha sonhado que o avião caía.
Júlio vai ao aeroporto internacional de Guarulhos, vai com Ana Paula e lhe entrega três filmes com fotos dos bastidores dos shows no Metropolitan. O grupo viaja de Guarulhos a Brasília. No jatinho está Benjamim; ele conta que o assunto da viagem foi sobre Portugal. No caminho para o Estádio Mané Garrincha, Dinho liga para Rick Bonadio e pergunta o que ele achava de chegar em Portugal com todos usando aquela máscara que o Michael Jackson usava e de sombrinhas abertas. Rick aprova a ideia.
Estamos em Brasília, DF. Era por volta das 18h20, quando a aeronave se aproxima do hangar. Os tripulantes descem, cumprimentam a todos e fazem brincadeiras. Estavam vestidos totalmente à vontade. De repente, uma senhora se aproxima de Benjamim e pede um autógrafo, pensando que é Dinho; Benjamim leva a senhora ao verdadeiro Dinho. Os outros estão no sofá. Júlio vê os jornais e me pergunta sobre matérias que saíram deles. Ele tira de sua mochila uns óculos, brinca que são seus óculos de leitura, eram óculos rosa. Bento está assistindo ao último capítulo da novela das seis, História de Amor; me aproximo e ele comenta sobre a novela.
Observo Dinho ligar para alguém e dizer que tinha acabado de chegar e que de lá iriam direto para o estádio. Me perguntaram se o camarim já estava pronto, pois estavam com fome. Liguei para o estádio e solicitei mais atenção, pois eles iriam se arrumar lá. Dinho me pediu as matérias de jornais. Eles estavam calados, cada um na sua. De repente, Dinho chama os demais para uma conversa lá fora. Ficam sentados no meio-fio em frente à sala vip, ao lado da escada que dava acesso ao estacionamento subterrâneo. Ele se levantava, falava e sentava novamente. Eles estavam estranhos e tristes. Eles entram na van e vamos para o estádio.
Chegamos lá por volta das 19h. O Grupo Baba Cósmica estava para iniciar sua apresentação. Um jornalista se aproxima de mim e me pergunta sobre a chegada da banda. Desculpei-me pela pressa e fui para o camarim ver se estava tudo bem. Parecia que a alegria tinha voltado. Dinho comentou que aquele camarim foi o mais farto e bonito já montado para eles: tinha tábua de frios, queijos variados, cesta de pães, bolachas e torradas, frutas, salgadinhos, refrigerantes e água. Eles comeram muito bem de tudo, já que não tinham passado no hotel. Dinho ainda sugeriu um brinde ao último show da turnê. Brindaram com refrigerante e Gatorade.
Histeria geral, luzes apagadas, e eles sobem ao palco para começar o show. O público vai ao delírio. No final, Dinho pediu reforço de segurança, pois ele desceria para cantar a última música no gramado. Ele levou o público à histeria total, voltou para o palco, terminou a música e se despediu. Todos entraram na van e se despediram de mim. O motorista levou-os até o aeroporto. No aeroporto ainda tiveram tempo de comer, acho que foi strogonoff, e também deram seus últimos autógrafos. Depois disso, por volta das 23h15, eles oficializavam seu retorno ao planeta mamona.
Fonte do relato: O Breve Voo das Longas Asas, de José Luiz Tavares.
Confirmação independente: a biografia autorizada dos Mamonas Assassinas, publicada pela L&PM em 1996, fecha a lista de cidades da turnê exatamente nesta frase: "Foi assim em Brasília, na noite de 2 de março de 1996". O livro foi escrito antes da queda e não traz narrativa do acidente, do velório nem dos funerais, de modo que não há o que confrontar com o relato acima. Fonte: Blá, Blá, Blá - A Biografia Autorizada (L&PM, 1996), p. 131.
Comercial do CD dos Mamonas Assassinas nas Lojas Americanas, produzido por Galebe para o antigo canal ShopTour.
A data exata de exibição ainda não foi identificada. O comercial informa na tela: promoção válida de 13/10 a 14/10/1995 ou enquanto durarem os estoques.
Comercial de época do álbum de figurinhas dos Mamonas Assassinas lançado pela Panini.
Vídeo originalmente publicado pelo canal Andre VHS. Data exata de exibição ainda não identificada.
Registro televisivo da entrega da Brasília Amarela aos Mamonas Assassinas.
Apresentado no vídeo como a última aparição da banda na televisão. A data exata da gravação ainda não foi confirmada no acervo.
Entrevista do programa Aqui Agora com os Mamonas Assassinas em Indaiatuba.
No vídeo, a banda comenta que tocaria em Itu no dia 1º. A agenda registra Itu em 01/12/1995, mas ainda não há confirmação suficiente do dia exato da entrevista.
Segundo comercial conhecido do CD dos Mamonas Assassinas nas Lojas Americanas, produzido por Galebe para o antigo canal ShopTour.
A data exata de exibição ainda não foi identificada. O comercial informa na tela: válido de 01/12 a 08/12/1995 ou até o final do estoque.